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Vida longa aos pets

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9 de setembro de 2025

Vida longa aos pets

Assim como os humanos, cães e gatos também envelhecem e essa fase exige atenção especial dos tutores. A veterinária Dra. Ana Paula Raposo, do Hospital Amar Vets, explica que observar mudanças comportamentais, adaptar a rotina e investir em consultas preventivas são passos fundamentais para garantir longevidade e qualidade de vida aos pets idosos.

De acordo com a especialista, a entrada na terceira idade varia conforme espécie e porte. “Cães pequenos são considerados idosos a partir de 9 a 10 anos, os médios por volta dos 8, enquanto os de grande porte já exigem cuidados diferenciados a partir de 6 ou 7 anos. Já os gatos podem envelhecer entre 7 e 10 anos, dependendo do porte”, explica.

Os sinais mais comuns incluem redução no nível de atividade, cansaço fácil, perda de massa muscular, menor acuidade visual e auditiva, além de alterações no comportamento. “É comum o pet trocar o dia pela noite, ou até apresentar escapes de urina e fezes em locais inusitados”, observa Ana Paula.

Nessa fase, o acompanhamento veterinário deve ser mais frequente. “O ideal é uma visita a cada seis meses, com exames de sangue e de imagem. Detectar doenças de forma precoce pode prolongar bastante a vida dos nossos idosinhos”, afirma a médica.

A dieta também merece atenção. Animais idosos tendem a precisar de menos calorias e mais fibras. “Cada caso deve ser avaliado individualmente, mas muitas vezes indicamos suplementação ou rações específicas. Se houver problemas dentários, dietas pastosas podem ser necessárias”, orienta.

Quanto à atividade física, exercícios de baixo impacto são recomendados. Caminhadas leves, natação, jogos de caça para gatos e brincadeiras de procura podem estimular sem sobrecarregar. “O importante é respeitar os limites do pet”, diz a veterinária.

Entre os problemas mais frequentes estão dores articulares, doenças cardíacas, renais e até a síndrome cognitiva, conhecida como “alzheimer canino”. Para prevenir, além do check-up, é fundamental manter a higiene, observar pele e pelos, e ajustar o calendário de vacinas e vermifugação conforme orientação médica.

A adaptação da casa também é essencial. Rampas no lugar de escadas, pisos antiderrapantes e caminhas confortáveis ajudam a evitar quedas. Fontes e potes de água distribuídos em diferentes pontos da casa estimulam a hidratação.

Por fim, o afeto é peça-chave na longevidade. “Cães e gatos que recebem carinho, atenção e estímulo mental têm maior probabilidade de viver mais e melhor. É fundamental que o pet idoso continue participando da rotina da família”, conclui Ana Paula Raposo.

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