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Uterina

Foto Manoela Rabinovitch

A diretora e dramaturga Flavia Couto usou como ponto de partida para o seu novo espetáculo, Uterina, uma situação pessoal. Em 2021, no quinto mês de uma gravidez desejada, descobriu que sua filha tinha a síndrome de Patau, trissomia incompatível com a vida extrauterina fetal. Com o diagnóstico em mãos, a artista decidiu interromper a gestação e para isso teve que submeter uma petição judicial para que uma figura de poder decidisse sobre seu corpo. A peça mergulha nessa experiência pessoal e se apresenta no Teatro Arthur Azevedo entre os dias 11 e 21, às quintas, sextas e sábado às 20h e domingo às 18h.

Flavia, com ajuda de uma advogada, em pouco tempo conseguiu interromper a gravidez com autorização de uma juíza mulher. No entanto, ela sabe que muitas não conseguem ajuda e acabam se submetendo a abortos clandestinos sem nenhuma segurança, arriscando suas vidas e sujeitas a serem criminalizadas.

Partindo dos seus diários e escritas de si, a artista compartilha com o público a reconstrução poética de um acontecimento que revirou sua vida. “Esse percurso pelos fragmentos de minhas memórias e as sensações marcantes revelam como eu me reinventei a partir da criação”, diz Flávia.

O trabalho nasceu em uma residência artística no LANTISS (Laboratório de Novas Tecnologias da Imagem, do Som e da Cena), na cidade de Québec, Canadá, com a supervisão de Carole Nadeau e é uma continuidade da pesquisa sobre a intersecção entre artes cênicas e o audiovisual. As duas temporadas paulistanas foram contempladas pela 20ª edição do Prêmio Zé Renato de Teatro.

Uterina é uma peça teatral interlinguagens, na interação com o cinema, dança e artes plásticas. “Quando o projeto surgiu, ele tinha o peso do luto e da revolta com as leis no Brasil, que não deixam as mulheres tomarem decisões a respeito dos seus corpos. Mas, no meio do processo, fui atravessada por algo maravilhoso: a gravidez da minha segunda filha. Então, outros sentimentos, como a alegria, ganharam destaque na obra”, conta Couto.

Sobre a encenação
Uterina lança o público em um mergulho nas experiências do corpo vivido e suas memórias. O cenário é constituído principalmente por projeções sinestésicas presentes nos vídeos de Carole Nadeau, Flavia Couto e Gabriela Bernd e o dispositivo cênico evoca um útero em sua atmosfera acolhedora. Parte da plateia acompanha a peça “imerso” nesse ambiente. Os outros espectadores assistem numa perspectiva mais frontal.

Traduzir em imagens tantos sentimentos complexos foi desafiador para Flavia. Mesmo assim, conforme relia seus escritos, certas ideias surgiram naturalmente para ela. Durante o luto, a atriz fez muitas viagens e a presença do mar se tornou muito importante.

A criadora se manteve rodeada pela natureza e isso está retratado na montagem. “Como eu passei seis meses no Canadá, um lugar extremamente frio, a presença intensa e insistente da neve resgatou sensações marcantes. Após ter perdido a minha primeira filha, senti como se tudo estivesse congelado dentro de mim, uma dormência, era como se hibernasse. Então, nessa viagem, o passado era evocado por meio de algumas paisagens, que conectavam-se afetivamente com as sensações vividas e que aos poucos iam compondo a visualidade do espetáculo”, comenta.

Outro elemento importante no espetáculo para além das imagens e sonoridades é uma ampulheta do tempo no formato de saco gestacional que escorre seus grãos indicando essa efemeridade da vida. Esse adereço faz movimentos em espiral e desenha a passagem do tempo e seus movimentos para trás e para frente, nos conectando simbolicamente com o passado e com o que virá. O cenário foi idealizado por Flavia Couto e Pedro Guilherme e cria simbolicamente em cena esse espaço uterino, o princípio gerador da vida dando a dimensão contínua tempo que não para.

As imagens sensoriais não são expressas somente pelo cenário. O trabalho corporal é outro elemento crucial da encenação. Sob orientação de Silvia Geraldi, Flavia explorou tanto movimentos de dança quanto de vivências, como a sensação provocada por uma pessoa sendo tragada pelo mar, como em um afogamento, sensação que experimentou no seu primeiro parto.

“Nas minhas investigações, descobri a dança Moribayassa, uma tradição do povo Malinké – originário da África Ocidental, especialmente da Guiné e de Mali -, que é justamente sobre mulheres superando situações difíceis. Assim, consegui poeticamente em cena expor esse caminho de cura e reinvenção’, relembra.

Mais do que um um grito de revolta contra as leis brasileiras, “Uterina” se configura como um percurso pelas águas internas de uma mulher e do mundo atravessando seus ciclos, em seus movimentos de calmaria, turbulências, silêncio, em suas mudanças de rota, seus cortes, suas mortes e seus renascimentos.

Sinopse
A partir de uma experiência pessoal marcada pela interrupção judicial de uma gravidez inviável, Uterina transforma dor em criação. No espetáculo, memórias, natureza e imagens sensoriais constroem um espaço uterino de escuta e acolhimento. A peça entrelaça teatro, dança, audiovisual e artes plásticas para compartilhar um percurso de cura e reinvenção. Uterina é uma jornada de transformação guiada pelo corpo e pela arte.

Ficha Técnica
Concepção, direção, atuação, dramaturgia e pesquisa sonora: Flávia Couto
Olho externo: Carole Nadeau
Provocação cênica e dramatúrgica: Pedro Guilherme
Orientação de pesquisa: Silvia Geraldi
Dispositivo Cênico, Cenário e adereços: Flávia Couto e Pedro Guilherme
Adereço ampulheta-gestacional: Basquiat
Consultoria em recursos audiovisuais e assessoria em iluminação: Thiago Capella
Vídeos: Carole Nadeau, Flavia Couto e Gabriela Bernd
Edição (vídeo mar): Gabriela Bernd
Iluminação: Christian Martel, Flavia Couto e Pedro Guilherme
Provocação do corpo cênico: Luciana e Petit grupo.
Voz em off: Flavia Couto e Aline Borsari
Músicas: Trovoada de Edson Secco e Moribayassa de Mamady Keita
Montagem de dispositivos: Circulus Ópera
Arte Gráfica: Letícia Andrade
Cenotécnico: Mateus Fiorentino Nanci
Fotos e filmagem: Manoela Rabinovich
Produção: Núcleo do Desejo e Pedro Guilherme
Assessoria de Imprensa: Canal aberto – Márcia Marques, Daniele Valério e Flávia Fontes

SERVIÇO
Uterina
Classificação: 14 anos Duração: 60 minutos 
TEATRO ARTHUR AZEVEDO – SALA MULTIUSO
Data: 11 a 21 de setembro de 2025
Dias: Quintas, sextas e sábado às 20h, e domingos, às 18h
Endereço: Av. Paes de Barros, 955 – Alto da Mooca
Ingresso: gratuito. Retirada 1h antes do espetáculo
Capacidade: 50 lugares
Acessibilidade: espaço possui acessibilidade para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

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