

A entrevista de imigração nos Estados Unidos não é uma prova de vocabulário sofisticado, e sim uma checagem rápida de informações básicas: motivo da viagem, tempo de permanência, onde o viajante vai se hospedar e como pretende se sustentar durante o período no país. Em geral, as perguntas feitas pela Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP), seguem um roteiro parecido, com frases simples e diretas.
“O agente precisa entender quem é você, por que entrou no país e se sua situação está de acordo com o visto. Quando o passageiro conhece o tipo de pergunta que costuma aparecer e ensaia respostas objetivas em inglês, a conversa fica mais natural e o nervosismo diminui”, afirma Reginaldo Kaeneêne, CEO e fundador da KNN Idiomas. Segundo ele, o treino prévio ajuda o viajante a focar no conteúdo, e não apenas na tradução mental de cada palavra.
Confira seis perguntas frequentes na imigração dos EUA, com exemplos de resposta e dicas de vocabulário para responder com mais segurança, segundo o especialista.
É, quase sempre, a primeira pergunta. O agente quer saber se a viagem é de turismo, negócios, estudo ou visita a familiares.
Sugestões de resposta:
Dica: use palavras claras, sem explicações longas. Termos como tourism, vacation, business trip, conference, family visit resolvem a maioria dos casos.
Aqui, o agente confere se o tempo de estadia combina com o tipo de visto e com a passagem de volta.
Sugestões de resposta:
Leve anotado o período exato da viagem e treine números, dias e meses em inglês para responder com firmeza.
O agente verifica se o viajante tem hospedagem definida. Pode ser hotel, casa de amigos ou aluguel de temporada.
Sugestões de resposta:
Dica prática: tenha o endereço em papel ou no celular e, se possível, saiba pronunciar o nome da cidade. Caso não entenda a pergunta, você pode mostrar a confirmação da reserva.
A pergunta verifica se o visitante planeja sair do país dentro do prazo permitido.
Sugestões de resposta:
Deixe a data gravada em inglês e, se o agente pedir, mostre o bilhete no celular.
Nesse momento, o agente checa o vínculo do viajante com o país de origem: emprego, negócio próprio, estudos.
Sugestões de resposta:
A pergunta pode incluir não só dinheiro em espécie, mas também cartões de crédito e pré-pagos.
Sugestões de resposta:
Não é necessário informar valores exatos, mas a resposta precisa ser compatível com o tempo de estadia e o tipo de viagem.
“Em uma viagem internacional, falar inglês deixa de ser um diferencial e passa a ser condição básica de autonomia. Não é decorar frases prontas, é entender o que está sendo perguntado e ter segurança para responder. Quando o viajante consegue se comunicar em situações como a imigração, transporte ou imprevistos do dia a dia, toda a experiência muda de patamar, porque ele ganha independência e tranquilidade para resolver o que for preciso”, afirma Reginaldo Knn.