

A infância costuma ser associada à inocência, mas um novo livro sugere que, para algumas crianças, o medo precoce da morte pode ser mais do que ansiedade: pode ser indício de alta inteligência.
Em “Medo da Morte na Infância: Sinal de Alta Inteligência”, disponível no Google Play e na Amazon, o Pós PhD em neurociências, Dr. Fabiano de Abreu Agrela propõe uma análise inédita sobre como o cérebro de indivíduos superdotados processa a mortalidade.
Inteligência e instinto de sobrevivência
De acordo com o autor, crianças com altas habilidades cognitivas apresentam um instinto de autopreservação mais elaborado, que se traduz em reflexões intensas sobre a finitude.
“A capacidade de pensar abstratamente desde cedo faz com que essas crianças questionem a existência e, consequentemente, a própria morte”, explica Dr. Fabiano de Abreu.
A obra combina descobertas da neurobiologia, psicologia cognitiva e genética para mostrar como diferentes circuitos cerebrais se conectam a esse comportamento.
“O córtex pré-frontal, responsável pelo pensamento abstrato, e regiões ligadas ao processamento de ameaças trabalham em conjunto, enquanto neurotransmissores como serotonina e dopamina modulam a empatia e o comportamento pró-social”, destaca.

“Quando você reconhece o medo da morte como um marcador de alta inteligência, o livro contribui para desmistificar o tema e abrir caminhos para intervenções mais eficazes na educação e no desenvolvimento emocional”, afirma o Dr. Fabiano de Abreu.