

Cerca de 93% da população brasileira entre 9 e 17 anos está conectada à internet, o que representa aproximadamente 25 milhões de crianças e adolescentes. Os dados são da pesquisa TIC Kids Online Brasil 2024, que também aponta um início cada vez mais precoce no mundo digital: quase um quarto desses jovens (23%) começou a navegar pela internet antes dos 6 anos de idade.
Com a chegada das férias escolares, cresce o tempo livre e, com ele, a tendência de que crianças e adolescentes passem ainda mais horas diante das telas, seja no celular ou computador.
Segundo o psicólogo e CKO da EBAC (Empresa Brasileira de Apoio ao Compulsivo), Cristiano Costa, o sistema de recompensas dos jogos digitais ativa os mesmos circuitos cerebrais do vício em drogas, com liberação intensa de dopamina. “Crianças e adolescentes ainda estão em processo de formação cognitiva. Isso os torna muito mais vulneráveis à compulsão por esse tipo de estímulo”, afirma Costa.
O uso excessivo de telas pode evoluir para um quadro de dependência com impactos graves na saúde mental, desempenho escolar e relações sociais dos jovens. O problema é agravado pela estrutura dos games, desenhados para manter o usuário engajado por longos períodos, com publicidades, muitas vezes, dirigidas especialmente ao público infantojuvenil.
Uma das opções recém-chegadas a São Paulo é a exposição imersiva “The Messi Experience – A Dream Come True”, no Shopping Eldorado. A mostra convida o público a mergulhar na trajetória de Lionel Messi, um dos maiores ídolos do futebol mundial, combinando tecnologia e interatividade.
“A ideia é levar emoção ao público por meio da história de superação e conquistas de Messi, utilizando um conteúdo interativo e dinâmico que encanta desde crianças até fãs mais experientes do futebol — explica Pedro Bianco, CEO da Dançar Marketing, responsável pela realização da exposição no Brasil.
Visitas a mostras como essa, além de entreter, também podem funcionar como ferramentas educativas fora da sala de aula. Em um ambiente mais descontraído, os jovens aprendem de forma leve, desenvolvem repertório cultural e se desconectam, ainda que temporariamente, dos estímulos das telas.