Em tempos de entrega da declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF), muitos contribuintes ainda têm dúvidas sobre como evitar erros que podem levar à malha fina ou resultar em cobranças indevidas. Segundo o advogado Sandro Wainstein, especialista em gestão de riscos e negociação, a declaração do IRPF pode ser não apenas uma obrigação fiscal, mas também uma oportunidade para um planejamento financeiro mais estratégico.
“Muitos contribuintes acabam caindo em armadilhas por falta de atenção ou desconhecimento. Informações inconsistentes sobre rendimentos, bens e deduções podem gerar problemas com a Receita Federal, além de impactar negativamente a organização financeira pessoal”, explica Wainstein.
Além de evitar inconsistências que possam gerar multas e fiscalizações, Wainstein destaca que a declaração pode ser uma ferramenta útil para reavaliar a estrutura patrimonial e os investimentos. “Ao analisar os dados do IRPF, o contribuinte pode identificar possibilidades de otimização tributária, organizar melhor seus rendimentos e até mesmo antecipar ajustes para os próximos anos”, ressalta.
Outro ponto importante, segundo o especialista, é a possibilidade de destinar parte do imposto devido a projetos sociais. “Pouca gente sabe, mas é possível direcionar uma parcela do imposto a pagar para fundos de apoio a crianças, adolescentes e idosos, sem custo adicional. Essa é uma forma de exercer cidadania fiscal e contribuir para causas relevantes”, afirma.
Com o avanço da tecnologia, a Receita Federal aprimorou seus mecanismos de cruzamento de dados, tornando a fiscalização mais rigorosa. Por isso, Wainstein recomenda atenção redobrada ao preencher a declaração. “O ideal é reunir todos os documentos com antecedência e, sempre que possível, contar com o auxílio de um profissional para evitar inconsistências e garantir que todas as oportunidades de otimização tributária sejam aproveitadas”, orienta.
O prazo de entrega da declaração do IRPF começou em 17 de março e terminará em 30 de maio. A expectativa da Receita Federal é de que 46,2 milhões de declarações sejam entregues até o final do prazo. Contribuintes que perderem a data estarão sujeitos a multas. Para evitar transtornos e transformar a declaração em uma aliada da gestão financeira, a melhor estratégia é planejamento e atenção aos detalhes.